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terça-feira, 7 de junho de 2011

Corre da Cuca que a Cuca te pega...

Todas as tardes eu esperava os episódios do sítio como quem espera um presente. Pois, naquele momento, me aconchegava no sofá da sala de TV que se transformava rapidamente no meu próprio sítio, onde eu me transportava para cada cena. Deliciava-me com os quitutes da tia Anastácia, me alucinava com as invenções do Visconde e adorava as aparições do Saci.
Agora, quando a Cuca fazia suas maldades, eu sofria e até fechava os olhos com medo do que via. Ficava só pensando: “Corre da Cuca que a Cuca te pega... Corre da Cuca que a Cuca te pega...”
Eta bichinho malvado!


Profª Suzana M. dos Reis

quinta-feira, 31 de março de 2011

Minha vida escolar sem Lobato não teria “graça”

Lembro-me que quando chegava na sala de aula por volta dos 6 anos, a professora Sílvia nos convidava para viajar. Nossa que legal! Todas as vezes que ela falava tal frase, sabiamos que iamos viajar para o Sítio do Picapau Amarelo.

A professora nos contava a história na sala de aula e na hora do recreio brincávamos de fazer ‘comidinha’ da Tia Nastácia. Ah! E ainda oferecíamos para a professora...hahaha. Quantos “bolinhos de terra” minha professora foi obrigada a comer.

Monteiro Lobato fez parte da minha infância. E foi presença marcante! Não dá para passar pela infância sem conhecer os personagens de Monteiro Lobato, sem conhecer a Narizinho, o Pedrinho, Tia Nastácia, Dona Benta, Visconde, Emília. E, minha mãe ainda cantava “dorme neném que a cuca vem pegar, papai foi pra roça, mamãe foi trabalhar...”. Eu na minha inocência dizia: “Mãe, o pai não trabalha na roça, a mãe não trabalha e a Cuca mora no sítio”. Lembro que a mãe dizia: “É a única música que eu lembro”...rsrs.

Muitas vezes sonhei com os personagens do Sítio. Um lugar encantado onde tudo pode acontecer, com viagens fantásticas, com a Emília. Ah! Quantas vezes procurei o Saci dentro de casa? Muitas! Meu pai dizia que o Saci aprontava e sempre ficava escondidinho... Lógico! Eu acreditava.

Enfim o universo criado por Lobato é a tradução de infância.

Professora Gizélia - 3º ano - EF

quarta-feira, 30 de março de 2011

Monteiro Lobato em três fases de minha vida

Não sei como acontecia, só sei que era tudo muito mágico...

Sempre perto do Natal aparecia um homem lá em casa que eu tinha certeza que não era o Papai Noel, mas sempre deixava um pacote com o meu pai. Nesta época, já sabia ler...

Meu pai esperava pelo dia 25 para entregar o tal pacote. Eram noites sem dormir imaginando o que teria naquele pacote!

Entre livros de receita para minha querida mãe, livros de romance para minhas irmãs mais velhas, livros com fotos de carros para meu irmão, “sobrava” para mim e para a minha outra irmã, livros de Monteiro Lobato. Era emocionante, me fechar naquele mundo mágico; ganhava liberdade e sonhava em conhecer um dia as personagens.

Depois de alguns anos, já com duas filhas, pude reviver tudo novamente, só que na televisão. Eu tinha como desculpa as minhas filhas, mas na verdade, eu curtia, e muito, aquelas aventuras e aproveitava para cantar com elas “Marmelada de banana/Bananada de goiaba/Goiabada de marmelo/Sítio do Pica Pau amarelo/...” .

Hoje, já com um neto, aluno Marista, não vejo a hora de compartilhar com ele o mundo mágico de Lobato.

Márcia Barbieri Souza
Ex-aluna, professora, mãe e avó

sexta-feira, 25 de março de 2011

Minhas memórias de Lobato

Que saudade!
O sítio do pica-pau-amarelo passava no final da tarde. Eu chegava da escola correndo, sentava na sala de TV e em seguida começavam os episódios. Eram imperdíveis, tinha-se a impressão de que junto com Pedrinho e Narizinho, vivíamos todas aquelas aventuras.
Lembro também, de que quando era inverno, minha mãe trazia um prato de sopa quentinho, que tornava o momento ainda mais especial.
É, para mim as histórias de Lobato têm gostinho de sopa de mãe, inesquecível!


Professora e mãe Jacqueline

segunda-feira, 21 de março de 2011

INFÂNCIA SEM LOBATO? IMPOSSÍVEL!!!

Ora, claro!!! Minha infância, assim como a de tantas outras pessoas, foi maravilhosa! Brincadeiras, passeios, parques, circos, amigos, escola...mas, talvez, muitos não tiveram a felicidade que tive de ter vivenciado Monteiro Lobato. Lembro-me claramente das vezes em que chegava correndo da escola, gritando: “Mãe, mãe!!! Já começou o Sítio???!!!”
Largava-me no sofá de uniforme, mochila nas costas e nada mais me importava. Naquele momento só tinha olhos e ouvidos para as estórias de Lobato.
Hoje, como professora de Literatura, sou pessoa suspeita para falar desse grande escritor pré-modernista que, com todo um estilo próprio e inovador de mostrar o folclore brasileiro, fez e faz a imaginação de muitas crianças e jovens alçar voos intermináveis.
Viva Lobato!!!

Sugestão para jovens e adultos: O Presidente Negro (incrível obra do autor que mostra toda a sua versatilidade)
Denise

terça-feira, 15 de março de 2011

"Aprendi a gostar e a respeitar a literatura através dos livros do autor."

Minha infância foi recheada de aventuras e peripécias, entre brincar na rua, subir em árvores e outras brincadeiras. As obras de Monteiro Lobato, em especial o Sítio do Pica Pau Amarelo, clássico da literatura infantil, povoaram o imaginário de várias gerações de crianças, inclusive o meu. Quando menina, eu e minha irmã, corríamos para assistir ao programa de televisão. Ao trabalhar em uma biblioteca pública, aprendi a gostar e a respeitar a literatura através dos livros do autor. Anos mais tarde vejo crianças com idade dos meus filhos ainda encantando-se com as obras de Lobato e hoje temos o prazer de estarmos trabalhando nas escolas Marista um projeto que visa relembrar vida e obras do autor.

Mãe de Aluno e Professora do 5º ano – Andreane Tecchio Motta

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lobato na infância dos pais

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